sexta-feira, 29 de junho de 2018

Passarim


Passarim
Caio Padilha
Chorava então por trás dos olhos
já nem tão jovem, nem tão velho
E como nunca, aquela saudade soando
Soando como uma tristeza de jeca:
- Para onde sabiá?
-Para quem currupião?
Os olhos correndo o chão.
Pés descalços, infantis,
Imaginando uma casinha longe, de sapé,
Para quê?
Na distância, aquela saudade,
a que sempre se volta,
E quando não volta ele lembra.
Lembra e não volta.
Recorda, e não volta.
Saudade, enfim, revolta.



Saudade é uma casinha de sapê,
distante no fim do mundo
Muito longe de você.



É um passarinho
voando sozinho
comendo pouquinho
cantando baixinho
tadinho
arrepiadinho
todo encolhidinho
c’os “zóio” fechadinho!



Ai, ai que saudade d’ocê
Ai, ai que saudade d’ocê
Ai, ai que saudade
Ai que saudade
Ai, ai que saudade d’ocê!

sábado, 21 de abril de 2018

Linguagem dos passarinhos


“Linguagem dos Passarinhos”

(Adaptação: Juraildes da Cruz)

Tom: D
D
Saravaleti carepus cuê cuê
E
Ô cuê cuê ôôô rionés tirulim
A7 D
Tirulim plim plim plim plim
D A
Tchunga tchunga tchunga manepunga
A° Bm7
Caramanecau cau cau
D A
Tchunga tchunga tchunga manepunga
A° D
Caramanecau cau cau
D A7
Onglêi onglêi onglêi biribíti
A° Bm7
Onglêi biribíti onglêi
D A7
Onglêi onglêi onglêi biribíti



A D
Onglêi biribíti au
G5b G
Cada fau fau FAU
D Dm
Bistaco dáro dáro tiruliro
A7 D
Cli cle clof daradá fru fru
D Dm
Bistaco dáro dáro tiruliro
A7 D
Cli cle clof daradá fru fru
D
Pinica que pinica que pinica que pau
Em
Beija-flor, ô vem cá, passarinho
A D
Blá blá blá de passarinho
D A
Tchunga tchunga tchunga acumatanga
A° Bm7
Tem festa no florestal
D A
Vem, vem , vem , vem, vem, vem bem-ti-vi
D
Aqui tem o Rouxinol
G3b D
Tá nascendo o sol, o sol , o sol
D A7
Uirapuru Sabiá quer cantar
A° D
Pra homenagear o Rei
D G D G D
Tá nascendo o sol, o sol , o sol
D Dm
Bistaco dáro dáro tiruliro
A7 D
Cli cle clof daradá fru fru
D Dm
Linguagem dos passarinhos
A7 D
Arco-íris e mel com flor

Roteiro de Ação - Espetáculo
A história de REVOADA NO NORTE trata da decisão de Caramanecau e Pinica de se tornarem seresteiros mudando-se de Pequizeiro-TO e tentando sobreviver do ofício de contação de histórias. Percorrem várias cidades dormindo em espaços públicos e debaixo de árvores. Esta situação os leva à observação da natureza e a comparar a vida dos homens com a dos pássaros, quando decidem morar em Palmas e levar o povo para debaixo das árvores de para homenagear o Rei-Sol. Suas histórias fazem tanto sucesso que um pequizeiro da praça frente à sua casa passa a ser o teatro mais frequentado da região e põe em risco a sobrevivência de casas de shows da cidade. Uma construtora tenta construir uma quadra de esportes para derrubar a árvore causando grande reboliço. Lembrando da cidade natal (Pequizeiro) o casal lança a campanha “em tempo de pequi cada um cuida de si” e a população enfeita todos os pequizeiros da cidade com pássaros de tecido. Pássaros de verdade se confundem com os de tecidos. Vira um grande atrativo para a cidade. A mídia publica matéria que causa repercussão nacional intitulada “o dia em que a revoada no norte clamou a liberdade do sol”. Anos depois, Caramanecau e Pinica voltam ao pequizeiro e ao observarem a seresta dos pássaros tem vertigem sobre o seu passado
http://salic.cultura.gov.br/verprojetos/dados-complementares?idPronac=206467

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O som da gente

O som da gente

Tikuntá




O som da casa 
o som da gente
o som da rua 
o som do ambiente.

Relógio , telefone, buzina, campainha
Voz de pai, voz de mãe,
voz de tia bem velhinha.
Cachorro, gato, criança, gritaria
liquidificador, gargalhada de alegria.

Ronco, prato, panela, celular
funk na favela
aniversário noutro andar
copo, tv, fritura na cozinha
chuveiro , secador e a descarga da vizinha,


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O sabiá e o Pardal

O sabiá e o Pardal





O sabiá disse para o pardal:
- Não vem, não vem cantar no meu quintal.
O sabiá disse para o pardal:
- Não vem, não vem cantar no meu quintal.
O quintal é meu, o quintal é meu, o quintal é meu
'cê não vai cantar aqui.
O quintal é meu, o quintal é meu, o quintal é meu
É melhor você fugir.

Mas o pardal disse ao sabiá:
-O mundo é livre eu canto em qualquer lugar.
Mas o pardal disse ao sabiá:
-O mundo é livre eu canto em qualquer lugar.
O quintal não é seu, o quintal não é seu,
é dos passarinhos que são livres pra voar.
O quintal não é seu, o quintal não é seu,
o quintal não é seu, quero a vida alegrar.

O sabiá disse para o pardal:
-Cantemos juntos e assim será legal!
O sabiá disse para o pardal:
-Cantemos juntos e assim será legal!
O quintal é meu, mas também é seu 
e dos passarinhos que são livres pra cantar.
O quintal é meu, mas também é seu 
e dos passarinhos que são livres pra cantar.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Marreco

Dança do Marreco








Eu tenho um marreco lá em casa
Foi ele que me ensinou o tchá tchá tchá
Ele pula pra lá, ele pula pra cá,
No bamboleio, do tchá tchá tchá
Tchá tchá tchá

Ele pula pra lá, ele pula pra cá,
No bamboleio, do tchá tchá tchá
Tchá tchá tchá

O marreco eu não vendo e nem troco
Pois foi ele que me ensinou o tchá tchá thá
Ele pula pra lá, ele pula pra cá,
No bamboleio, do tchá tchá tchá
Tchá tchá tchá

Ele pula pra lá, ele pula pra cá,
No bamboleio, do tchá tchá tchá
Tchá tchá tchá

No tchá tchá tchá, queim queim (7x)
No tchá tchá tchá

Eu tenho um marreco lá em casa
Foi ele que me ensinou o tchá tchá tchá
Ele pula pra lá, ele pula pra cá,
No bamboleio, do tchá tchá tchá
Tchá tchá tchá

Juriti

Juriti

Byafra

 






Voa juriti
Vê se não liga não
Seu canto é mais forte
Que a estação
Vê se pousa em um galho
E aprenda a viver
Como um galho
Quebra o galho prá você

(Voar) Vê se esconde o cinza celeste
(No ar) Vê se ocupa o espaço celeste

Irerê

Bachianas Brasileiras No. 5 - Dança (Martelo)

Heitor Villa Lobos








Irerê meu passarinho do sertão do Cariri,

Irerê meu companheiro,

Cadê viola ? cadê meu bem ? cadê maria ?

Ai triste sorte do violeiro cantadô !

Ah ! sem a viola em que cantava o seu amô,

Ah ! seu assobio é tua flauta de irerê:

Que tua flauta do sertão quando assobia,

Ah ! a gente sofre sem querê !

Ah ! teu canto chega lá no fundo do sertão,

Ah ! como uma brisa amolecendo o coração,

Ah ! ah ! irerê, solta o teu canto !

Canta mais ! canta mais ! prá alembrá o cariri !

Canta cambaxirra !

Canta juriti ! canta irerê !

Canta, canta sofrê

Patativa ! bem-te-vi !

Maria acorda que é dia

Cantem todos vocês

Passarinhos do sertão !

Bem-te-vi ! eh ! sabiá !

La ! liá ! liá ! liá ! liá ! liá !

Eh ! sabiá da mata cantadô !

Liá ! liá ! liá ! liá ! lá ! liá ! liá ! liá ! liá ! liá !

Eh ! sabiá da mata sofredô !

O vosso canto vem do fundo do sertão

Como uma brisa amolecendo o coração

Irerê meu passarinho do sertão do cariri,

Irerê meu companheiro,

Cadê viola ? cadê meu bem ? cadê maria ?

Ai triste sorte do violeiro cantadô !

Ah ! sem a viola em que cantava o seu amô,

Ah ! seu assobio é tua flauta de irerê:

Que tua flauta do sertão quando assobia,

Ah ! a gente sofre sem querê !

Ah ! teu canto chega lá no fundo do sertão,

Ah ! como uma brisa amolecendo o coração,

Ah ! ah ! irerê, solta o teu canto !

Canta mais ! canta mais ! prá alembrá o cariri !

O Palhacinho

Eu vou contar a estória Do palhacinho Pimpão Era um palhaço engraçado Que só mexia com a mão Trá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá Trá, lá, lá...