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segunda-feira, 14 de março de 2022

SEGURA O TOMBO DA CANOA



(Beija-Flor & Passarinho – Manoel Gomez de Melo/ José Marcelino de Lima)





Segura o tombo da canoa meu amor
Segura o tombo para canoa não virar
Segura o tombo que o vento é quem manda a proa
E que nunca andou de canoa não sabe o que é rimar/remar

Quem nunca foi no sertão,
Não sabe que coisa é gado
Quem nunca foi empregado,
Não sabe o que é patrão

Tu nunca usou um ‘padão’
Não pode ser jogador
Flora floreou e
Nunca entrou num jardim
Quem não canta igual a mim
Morre e não é cantador

Segura o tombo….

Quem é bom já nasce feito
Quem quer se fazer não pode
Quem aprecia pagode
Quer levar tudo direito

Quem ganha bem é prefeito
Dotô é quem sabe ler
Para quem que tá de coser
Cabelo é que dá piolho
Quem tem os olhos ‘zanolho’
Namora e ninguém num vê

Segura o tombo….

Quem nunca foi num quartel
Nunca viu um reservista
Quem nunca foi um artista
Nunca ganhou um troféu

Quem nunca serviu de réu
Nunca pensou criminal
Quem não sabe comandar
Não pode ser um tenente
Quem não canta igual a gente
É bom deixar de cantar

Segura o tombo….

Se eu quiser eu faço o vento
Soprar com velocidade
A lua pela metade
Clarear o firmamento

Burro, cavalo e jumento
Tudo andar de avião
E “potro” sentir paixão
E entregar todo carinho
Beija-Flor e Passarinho
Cantando para o povão

Segura o tombo….

Nem eu nem tu nem ninguém
Tudo isso se justifica
Nem parte, nem vai, nem fica
Nem fica, nem vai, nem vem

Nada vale e nada tem
Tu e ela, e ela e eu
Afazemos o que Deus deu,
Na vida tudo só corre
O homem nasce, vive e morre
Na vida, tudo perdeu…

Minervina

 Minervina

Cia Cabelo de Maria





Antonte pra manhece onte

onte pra manhace depois,

Pega a ripa e dá no boi,

Me embarco pra Palestina,

Caixa de pó brilhantina

Diga ô Minervina,

Menina tira os canhaço do arroz.


ô Minervina, cobra verde não me morda

ô Minervina, eu não trouxe curador.

ô Minervina, nos braços de quem eu amo.

ô Minervina, eu morro e não sinto dor.

ô Minervina,

Menina tira os canhaço do arroz.



Antonte pra manhece onte

onte pra manhace depois,

Pega a ripa e dá no boi,

Me embarco pra Palestina,

Caixa de pó brilhantina

Diga ô Minervina,

Menina tira os canhaço do arroz.



ô Minervina, a chuva que choveu ontem

ô Minervina, apanhei toda na mão.

ô Minervina, embrulhei num lenço branco,

ô Minervina, mandei pra teu coração.

 ô Minervina,

Menina tira os canhaço do arroz.



ô Minervina, as rosas também se mudam.

ô Minervina, do sertão para o deserto.

ô Minervina, de longe também se ama.

ô Minervina, quem não pode amar de perto.

 ô Minervina,

Menina tira os canhaço do arroz.



ô Minervina, não fui ontem nem antontem

ô Minervina, meu benzinho porque não deu

ô Minervina, mas não passo mais um dia

ô Minervina, sem cair nos braços teus.

 ô Minervina,

Menina tira os canhaço do arroz.





quinta-feira, 26 de agosto de 2021

JEITO DIFERENTE (Luiz Ribeiro)




O caboclo olha a gente

Ta querendo prosear Tem a fala diferente, O povo desse lugar Eles vão plantar semente Você vai ver que vai brotar Se chover de repente Eles vão todos voltar Cava a terra , faz buraco, Dá um palmo pra espaçar Broto nasce no molhado Sol já vem e faz brotar No Brasil tem muita gente Muito jeito de falar Pra escrever é diferente Só de um jeito é que dá Luiz Ribeiro: voz, violões, baixo, percussão

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Assum Preto





Assum Preto

Humberto Teixeira /Luiz Gonzaga







Tudo em vorta é só beleza
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)

Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá mió (bis)

Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vezes a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)

Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus..

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Mundo bão

Banda Mirim





Ê mundo bão

tem farinha e tem feijão

tem jiló e tem mamão

tem batata e tem pinhão

pra descacá e depois come.


E mundo bão

tem carroça e pé no chão

tem galinha e gavião

tico tico e azulão

bem te vi e tem tiê


E mundo bão

tem capim e tem picão

margarida e algodão

tem graveto e grão e grão

e tudo o que a gente prantá


E mundo bão

deu a loca na estação

Tem o sol que é um clarão

estrela mais de um milhão

e lua de papo pro á


E mundo bão

capelinha de melão

vagalume e lampião

sapecado nesse chao

esse aqui é o meu lugar.


Música “Mundo Bão” de Kleber Albuquerque e Tata Fernandes.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ai D'eu Sodade


Xangai




-Marido se alevanta e vai armá um mundé

Prá pegá u'a paca gorda

Prá nós cumê um sarapaté.

-Aruera é pau pesado, nué minha véa,

Cai e machuca meu pé

E ai d'eu sodade.

-Intonce marido se alevanta e vai na casa da tua vó

Buscá a ispingarda dela

Procê caçá um mocó.

-Só que no lajedo tem cobra braba, nué minha véa

Me morde e fica pió

E ai d'eu sodade.

-Marido se alevanta e vai caçá u'a siriema

Nois come a carne dela

E faiz u'a bassora das pena.

-Quem me dera tá agora, nué minha véa nos

Braço d'uma roxa morena

E ai d'eu sodade.

-Sujeito se alevanta e vai na casa do venderão

Comprá u'a carne gorda

Prá nois cumê um pirão.

-É que eu num tenho mais dinhero, nué minha véa

Fiado num compro não

E ai d'eu sodade.

-Marido se alevanta e vai na venda do venderin

Comprar déis metro de chita

Pra fazê ropa pros nossos fiin.

-Aí dent'o tem um cochão véi, nué minha véa

Dismancha e faiz u'as carça prá mim

E ai d'eu sodade.

-Disgramado te alevanta dexa di cê priguiçoso

O home qui num trabaia

Num pode cumê gostoso

-É que trabaiá é muito bom, nué minha véa

Mais é um poco arriscoso

E ai d'eu sodade.

-Marido te alevanta e vem tomá um mingau

Qui é prá criá sustança

Prá nois fazê um calamengau.

-Brincadeira de manhã cedo, nué minha véa

Arrisca quebrá o pau

E ai d'eu sodade.

-Marido seu disgraçado tu ai de morrê

Cachorro ai de ti latí

E urubu ai de ti cumê.

-Se eu soubesse disso tudo, nué minha véa

Eu num casava cum ocê

E ai d'eu sodade.

domingo, 1 de outubro de 2017

O Galho e a Roseira

(Saulo Ligo)





Bem podei, pode podar
Mal podei, não poderia
Se eu pudesse te amar,
Também te amararia

No gaio a roseira desbrochou
No peito, uma pétala abriu
No gaio a roseira desfoiou
Do zóio, uma lágrima caiu

Tem gente que vive longe, mas tem coração grudado
Tem gente que vive perto e só anda separado

Vanessa Moreno – vozes, percussão vocal /corporal
Fi Maróstica – baixo acúsitico, percussão vocal /corporal

Participação:
Gabriel Altério - palmas

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Arve


Arve

Projeto Encantar


Sapopema, mangalô treis veiz Tucupi, vorava, caburé Araçá, angico, ajuí Cambuci, guarita, catulé Cumbuca-de-macaco, capotera Tabebuia-do-brejo, aipé Goiaba-crioula, mamoneira Pitombeira, bacuparé É tudo arve do nosso Brasil (4x) Buriti, guariroba, ipê Urucum, jacaré, jatobé Macaúba, pau-terra, açaí Bacuri, guapeva, catiguá Canela-de-cutia, guatambu Pindaíba, dedal, babaçu Marmelada-de-bola, garapeira Pau-pereira, piqui, tamburi É tudo arve do nosso Brasil (4x) Arve é planta que dá em pé Pé-de-planta que dá no pau Trepa-trepa de curumim Casa santa dos animal Monstro-serra anuncia a má fé Da ganância do capital Esperança sozinha não é Solução pra vencer tanto mal Proteja as arve do nosso Brasil (4x)

O Palhacinho

Eu vou contar a estória Do palhacinho Pimpão Era um palhaço engraçado Que só mexia com a mão Trá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá Trá, lá, lá...