A VELHA A FIAR (Folclore brasileiro, adapt. Luiz Ribeiro)
Estava a velha no seu lugar
E veio o tatu lhe incomodar
O tatu na velha e a velha a fiar
Estava o tatu no seu lugar,
E veio pato lhe incomodar
O pato no tatu
O tatu na velha
E a velha a fiar
Estava o pato no seu lugar
E veio o bode lhe incomodar
O bode no pato
O pato no tatu
O tatu na velha
E a velha a fiar
Estava o bode no seu lugar
E veio a vaca lhe incomodar
A vaca no bode
O bode no pato
O pato no tatu
O tatu na velha
E a velha a fiar
Estava a vaca no seu lugar
E veio a foca lhe incomodar
A foca na vaca
A vaca no bode
O bode no pato
O pato no tatu
O tatu na velha
E a velha a fiar
Estava a foca no seu lugar
E veio o galo lhe incomodar
O galo na foca
A foca na vaca
A vaca no bode
O bode no pato
O pato no tatu
O tatu na velha
E a velha a fiar
Estava o galo no seu lugar
E veio o rato lhe incomodar
O rato no galo
O galo na foca
A foca na vaca
A vaca no bode
O bode no pato
O pato no tatu
O tatu na velha
E a velha a fiar
Estava o rato no seu lugar
E veio o sapo lhe incomodar
O sapo no rato
O rato no galo
O galo na foca
A foca na vaca
A vaca no bode
O bode no pato
O pato no tatu
O tatu na velha
E a velha a fiar...
Tatiana Parra: voz
Luiz Ribeiro: violão, percussão, baixo
No meu quintal Tinha um buraquinho Ele era o mais bonito Que você já viu E a grama foi crescendo Por todos os lados sem parar
Nesse buraquinho Plantei uma árvore E ela era a mais bonita Que você já viu E a árvore no buraco O buraco no chão E a grama foi crescendo Por todos os lados sem parar
Em cima da árvore Havia um galho O mais lindo galho Que você já viu E o galho na árvore E a árvore no buraco O buraco no chão E a grama foi crescendo Por todos os lados sem parar
E sobre o galho Havia um ninho O mais lindo ninho Que você já viu Olhe o ninho no galho O galho na árvore A árvore no chão E a grama foi crescendo Por todos os lados sem parar
E nesse ninho Tinha um ovinho O mais lindo ovinho Que você já viu E o ovinho no ninho E o ninho no galho E o galho na árvore E a árvore no buraco E o buraco no chão E a grama foi crescendo Por todos os lados sem parar
Dentro desse ovinho tinha um passarinho O mais lindo passarinho Que você já viu O passarinho no ovo E o ovo no ninho O ninho no galho E o galho na árvore E a árvore no buraco E o buraco no chão E a grama foi crescendo Por todos os lados sem parar
Olê aí a ô
A árvore da montanha
Olê aí a ô
Nesta árvore tem um galho
Ó que galho!
Belo galho!
Ai ai ai que amor de galho
O galho da árvore
Neste galho tem um ninho
Ó que ninho!
Belo ninho!
Ai ai ai que amor de ninho
O ninho do galho
O galho da árvore
Neste ninho tem um ovo
Ó que ovo!
Belo ovo!
Ai Ai Ai que amor de ovo
O ovo do ninho
O ninho do galho
O galho da árvore
Neste ovo tem um pássaro
Ó que pássaro!
Belo pássaro!
Ai ai ai que amor de pássaro
O pássaro do ovo
O ovo do ninho
O ninho do galho
O galho da árvore
Nesse pássaro tem uma pena
Ó que pena!
Bela pena!
Ai ai ai que amor de pena
A pena do pássaro
O pássaro do ovo
O ovo do ninho
O ninho do galho
O galho da árvore
Nessa pena tem uma flecha
Ó que flecha!
Bela flecha!
Ai ai ai que amor de flecha
A flecha da pena
A pena do pássaro
O pássaro do ovo
O ovo do ninho
O ninho do galho
O galho da árvore
Nessa flecha tem uma fruta
Ó Que fruta!
Bela fruta!
Ai ai ai que amor de fruta
A fruta da flecha
A fecha da pena
A pena do pássaro
O pássaro do ovo
O ovo do ninho
O ninho do galho
O galho da árvore
Nessa fruta tem uma árvore
Ó Que árvore!
Bela árvore!
Ai ai ai que amor de árvore
A árvore da fruta
A fruta da flecha
A flecha da pena
A pena do pássaro
O pássaro do ovo
O ovo do ninho
O ninho do galho
O galho da árvore
Era uma vez um macaco sentado num toco comendo amendoim
humm!... crec nham nham glp
dali há pouco, ...oops um amendoim caiu / puuujôn no oco do toco
e o macaco falou ei toco! meu amendoim, meu amendoim devolve o meu amendoim mas o toco respondeu
eu Não! ah é é então eu vou procurar o fogo
fogo fogo
fogo disse o macaco eu estava comendo amendoim sentado num toco e o amendoim caiu pujon! no oco do toco e o toco não quer me devolver o amendoim
vá lá e queime o toco! mas o fogo respondeu Eu nao!
ah é é então eu vou procurar a água
água água água água disse o macaco eu estava comendo amendoim em cima de um toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim e o fogo não quer queimar o toco vá lá e apague o fogo! mas a água respondeu eu nao!
ah é é então eu vou procurar o boi
boi boi boi boi
boi disse o macaco eu estava comendo amendoim em cima de um toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo vá lá e beba a água
mas o boi respondeu MUUUUEU Nao!
ah é é então eu vou procurar o vaqueiro
va va va va queei ro, va va va va queeei ro , va va va
vaqueiro, disse o macaco - o que foi? eu estava comendo amendoim em cima de um num toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber a água vá lá e lace o boi! mas o vaqueiro respondeu
segura que eu não, peão! Eu não!
ah é é então eu vou procurar o soldado
tam tam ram ram ... soldado disse o macaco eu estava comendo amendoim em cima de um toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber a água e o vaqueiro não quer laçar o boi
vá lá e prenda o vaqueiro mas o soldado respondeu
- não tenho ordem pra prender o vaqueiro
ah é é então eu vou procurar o rei
tam tam ram ram ...
soldado disse o macaco eu estava comendo amendoim em cima de um toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber a água e o vaqueiro não quer laçar o boi
vá lá e prenda o vaqueiro mas o soldado respondeu
- não tenho ordem pra prender o vaqueiro
ah é é então eu vou procurar o rei
tam ta ram ta ram ta ram ...
majestade disse o macaco eu estava comendo amendoim em cima de um toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber a água o vaqueiro não quer laçar o boi e o soldado não quer prender o vaqueiro
majestade eu vos peço ordenai ao soldado que prenda o vaqueiro mas o rei respondeu
nós... (rei sempre fala dele mesmo como se fosse mais de um) ...não ordenaremos, não
ah é é então eu vou procurar o rato
rato rato rato rato
rato disse o macaco eu estava comendo amendoim em cima de um toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber a água o vaqueiro não quer laçar o boi e o rei não quer prender o vaqueiro
vá lá e roa a roupa do rei mas o rato respondeu eu não!
ah é é então eu vou procurar o gato
miau miau miau miau
gato disse o macaco eu estava comendo amendoim em cima de um toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber a água o vaqueiro não quer laçar o boi o rei não quer prender o vaqueiro e o rato não quer roer a roupa do rei
vá lá e coma o rato
hum hum / hum hum
ah é é então eu vou procurar o cachorro
cachorro disse o macaco eu estava comendo amendoim em cima de um toco e o amendoim caiu puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber a água o vaqueiro não quer laçar o boi e o rei não quer prender o vaqueiro o rato não quer roer a roupa do rei e o gato não quer comer o gato
vá lá e morda o gato mas o cachorro respondeu au não, au não
ah é é então eu vou procurar... a onça!
onça me ouça
eu ‘tava comendo amendoim e o amendoim puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o amendoim o fogo não quer queimar o toco a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber a água o vaqueiro não quer laçar o boi e o rei não quer prender o vaqueiro o rato não quer roer a roupa do rei o gato não quer comer o rato e o cão não quer morder o gato
vá lá e corra atrás do cão! mas a onça respondeu GRRRR eu não!
ah é é então eu vou procurar... o caçador!
caçador eu ‘tava comendo amendoim o amendoim puujon! no oco do toco
o toco não quer me devolver o fogo não quer queimar a água não quer apagar o fogo o boi não quer beber o vaqueiro não quer laçar e o rei não quer prender o rato não quer roer o gato não quer comer e o cão não quer morder a onça não quer correr
vá lá e cace a onça! mas o caçador respondeu (toca a corneta) o que quer dizer: eu não!
vocês estão de brincadeira comigo, não é? Pois muito bem, muito bem, eu vou procurar a morte
morte disse o macaco
amendoim puujon oco do toco
o toco não quer o fogo não quer a água não quer o boi não quer o vaqueiro não quer e o rei não quer o rato não quer o gato não quer e o cão não quer a onça não quer correr o caçador também não quer
ó morte, tu podes me ajudar?
fiquei com pena de ti macaquinho e vou te ajudar . onde está o caçador?
caçador por que não queres caçar a onça? eu caço, eu caço!
onça, porque você não corre atrás do cão? eu corro! eu corro!
cão, por que você não morde o gato? eu mordo, eu mordo!
gato por que você não come o rato? eu como, eu como
rato, por que você não rói a roupa do rei? eu rôo eu rôo
majestade, por que não mandais prender o vaqueiro? mandaremos! mandaremos já!
às ordens majestade! prenda o vaqueiro! eu prendo, prendo já! você está preso!
não , não! eu laço o boi não não, eu bebo a água não não, eu apago o fogo não, não, eu queimo o toco não não, eu devolvo o amendoim.
macaco, macaco, olhe , o seu pacote de amendoins!
como eu ia dizendo, era uma vez um macaco em cima de um toco comendo amendoim
Este é o trigo Que está plantado no quintal da casa que Pedro fez Este é o rato Que comeu o trigo Que está na casa que Pedro fez. Este é o gato, Que matou o rato, Que comeu o trigo Que está na casa que Pedro fez. Este é o cão, Que espantou o gato, Que matou o rato, Que comeu o trigo Que está na casa que Pedro fez. Esta é a vaca de chifre torto, Que atacou o cão, Que espantou o gato, Que matou o rato, Que comeu o trigo Que está na casa que Pedro fez. Esta é a moça mal vestida, Que ordenhou a vaca de chifre torto, Que atacou o cão, Que espantou o gato, Que matou o rato, Que comeu o trigo Que está na casa que Pedro fez . Este é o moço todo rasgado, Noivo da moça toda mal vestida, Que ordenhou a vaca de chifre torto, Que atacou o cão, Que espantou o gato, Que matou o rato, Que comeu o trigo Que está na casa que Pedro fez. Este é o padre de barba feita, Que casou o moço todo rasgado, Com aquela moça toda mal vestida, Que ordenhava a vaca de chifre torto, Que atacou o cão, Que espantou o gato, Que matou o rato, Que comeu o trigo, Que está na casa que Pedro fez. Este é o galo que cantou de manhã, Para acordar o padre de barba feita, Que casou o moço todo rasgado, Com a moça toda mal vestida, Que ordenhava a vaca de chifre torto, Que atacou o cão, Que espantou o gato, Que matou o rato, Que comeu o trigo Que está na casa que Pedro fez. Este é o fazendeiro que colheu o milho, Para dar ao galo que cantou de manhã, Para acordar o padre de barba feita, Que casou o moço todo rasgado, Com a moça toda mal vestida, Que ordenhava a vaca de chifre torto, Que atacou o cão, Que espantou o gato, Que matou o rato, Que comeu o trigo Que está na casa que Pedro fez .
Uma vez, um menino foi passear no mato e apanhou uma coca. Chegando em casa, deu-a de presente à avó, que a preparou e comeu. Mas parede sentiu fome e o menino voltou para buscar a coca, cantando:
Minha avó, me dê minha coca, Coca que o mato me deu. Minha avó comeu minha coca, Coca recoca que o mato me deu.
A avó, que já havia comido a coca, deu-lhe um pouco de angu. O menino ficou com raiva, jogou o angu na parede e saiu. Mais tarde, arrependeu-se e voltou, cantando:
Parede, me dê meu angu, Angu que minha avó me deu Minha avó comeu minha coca, Coca, recoca que o mato me deu.
A parede, não tendo mais o angu, deu-lhe um pedaço de sabão. O menino andou, andou, encontrou uma lavadeira, lavando roupa sem sabão e disse-lhe: você lavando sem sabão, lavadeira? Tome este para você. Dias depois, vendo que sua roupa estava suja, voltou para tomar o sabão, cantando:
Lavadeira, me dê meu sabão, Sabão que a parede me deu, Parede comeu meu angu, Angu que minha avó me deu. Minha avó comeu minha coca. Coca, recoca que o mato me deu.
A lavadeira já havia gasto o sabão: deu-lhe, então, uma navalha. Adiante encontrou um cesteiro cortando o cipó com os dentes. Então disse-lhe: você cortando cipó com os dentes!... tome esta navalha. O cesteiro ficou muito contente e aceitou a navalha. No dia seguinte, sentindo o menino a barba grande, arrependeu-se de ter dado a navalha (ele sempre se arrependia de dar as coisas) e voltou para buscá-la, cantando:
Cesteiro, me dê minha navalha, Navalha que lavadeira me deu. Lavadeira gastou meu sabão, Sabão que parede me deu. Parede comeu meu angu Angu que minha avó me deu. Minha avó comeu minha coca. Coca, recoca que o mato me deu.
O cesteiro, tendo quebrado a navalha, deu-lhe, em paga, um cesto. Recebeu o cesto e saiu, dizendo consigo: Que vou fazer com este cesto? No caminho, encontrando um padeiro fazendo pão e colocando-o no chão, deu-lhe o cesto. Mais tarde, precisou do cesto e voltou para buscá-lo, com a mesma cantiga:
Padeiro, me dê meu cesto, Cesto que o cesteiro me deu. O cesteiro quebrou minha navalha, Navalha que a lavadeira me deu...
O padeiro, que tinha vendido o pão com o cesto, deu-lhe um pão. Saiu o menino com o pão e, depois de muito andar, não estando com fome, deu o pão a uma moça, que encontrou tomando café puro. Depois, sentindo fome, voltou para pedir o pão à moça e cantou:
Moça, me dê meu pão, Pão que o padeiro me deu. O padeiro vendeu meu cesto Cesto que o cesteiro me deu...
A moça havia comido o pão; não tendo outra coisa para lhe dar, deu-lhe uma viola. O menino ficou contentíssimo; subiu com a viola numa árvore e pôs-se a cantar:
De uma coca fiz angu, De angu fiz sabão, De sabão fiz uma navalha, De uma navalha fiz um cesto, De um cesto fiz um pão De um pão fiz uma viola, Dingue lindingue que eu vou para Angola, Dingue lindingue que eu vou para Angola.
Estava a velha em seu lugar Veio a mosca lhe fazer mal A mosca na velha e a velha a fiar
Estava a mosca em seu lugar Veio a aranha lhe fazer mal A aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava a aranha em seu lugar Veio o rato lhe fazer mal O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o rato em seu lugar Veio o gato lhe fazer mal O gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o gato em seu lugar Veio o cachorro lhe fazer mal O cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o cachorro em seu lugar Veio o pau lhe fazer mal O pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o pau em seu lugar Veio o fogo lhe fazer mal O fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o fogo em seu lugar Veio a água lhe fazer mal A água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava a água em seu lugar Veio o boi lhe fazer mal O boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o boi em seu lugar Veio o homem lhe fazer mal O homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o homem em seu lugar Veio a morte lhe fazer mal A morte no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.