(Baião da época em que o ritmo estava na crista da onda, gravado na RCA Victor em 22 de junho de 1950 e lançado em setembro do mesmo ano, disco 80-0686-A, matriz S-092695. Como a marca do cachorrinho Nipper não tinha estúdio de gravação em São Paulo, Isaurinha Garcia e Hervê Cordovil viajaram até o Rio de Janeiro para fazer o registro. Hervê preparou a orquestração (e regeu também a orquestra), mas ninguém queria gravar o baião em dueto com a "personalíssima". E, naquela emergência, o próprio Hervê o acabou fazendo, posto que ele e Isaurinha já o cantavam juntos há tempos nos programas musicais da Rádio Record paulistana, então "a maior". Resultado: sucesso! Samuel Machado Filho.)
Manacá da serra, maninha, deu dois tipos de flor.
Uma bem lilás a outra mais pro lado do branco,
quase cor de rosa.
Mas quem mais me atrai é a perfumosa dama da noite
que no açoite do vento vai perfumando o mato.
Que no açoite do vento vai perfumando o mato.
O mato escuro onde causa espanto ouvir-se o canto da mãe da lua,
onde flutua um ziguezague fosforecente que mais parece estrelas cadentes
iluminadas pelo perfume mas não é nada.
É só a cantiga da mãe da lua e a dança louca dos vagalumes.
Mas! não é nada...
É só a cantiga da mãe da lua e a dança louca dos vagalumes.
Manacá da serra, ó maninha, deu dois tipos de flor.
Manacá da serra, ó maninha, deu dois tipos de flor.
E a dama da noite,
preferiu a noite e caiu no açoite do vento.
Ensinou que o canto é o perfume do pensamento voando lento. e o perfume é a asa da flor.
Ensinou que o canto é o perfume do pensamento voando lento, e o perfume é a asa da flor.
Ensinou que o canto é o perfume do pensamento voando lento, e o perfume é a asa da flor.